sábado, 18 de setembro de 2010

Os 60 anos da televisão Brasileira

Há exatos 60 anos a TV tinha sua primeira transmissão oficial, às 17h30 do horário de Brasília entrava no ar a primeira emissora de TV tupiniquim e da América do Sul, que convenhamos não poderia receber nome mais apropriado, surgia então a TV Tupi com sede em São Paulo e de propriedade do empresário Assis Chateaubriand.

Uma caixinha de surpresas que veio para revolucionar a pátria mãe, onde sonhos são transcritos em imagens e áudios, desejos são saciados, prazeres são alcançados e momentos de plena felicidade atingem uma sensação inenarrável de orgulho e parceria.

Que data maravilhosa. Esqueçamos o atual momento de improdutividade e hoje, pelo menos, vamos saborear esta caixinha de fazer mágicas. Vamos celebrar os 60 anos dessa maravilha chamada televisão.

Quem nunca parou em frente à TV pra ver os destaques do dia no noticiário? Quem nunca torceu pelo amor da mocinha com o mocinho e para a vilã quebrar a cara? E os filmes? E os eventos esportivos? E os desenhos que fizeram a infância de milhares de brasileirinhos, hoje chefes de família? Ah… que nostalgia gostosa.

Dos governantes autoritários ao fim da ditadura, da ida do homem à Lua às Copas do Mundo e Olimpíadas, das guerras à igualdade concedida às mulheres, das diretas já às perdas de ídolos na música, no esporte, na sétima arte, na política. Informações, novidades, tristezas, perdas, alegrias, um misto de prazeres que alimenta a TV invadia lares de milhões de brasileiros, lares esses que aumentaram com o passar dos anos. Quanta história a se contar.

E as grandes novelas? Quem matou Odete Roitman e Salomão Ayala? Quem nunca recorreu aos milagres de Roque Santeiro e a excentricidade da Rainha da Sucata? E aos mistérios do Pantanal? Do autoritarismo do Barão de Araruna ao Rei do Gado. E as Almas Gêmeas que fizeram emocionar? Dos rit’s ditados por Dancin‘Days a moda de Ti Ti Ti? Do Leblon de Maneco passando pelas grandes obras de Dias Gomes e Janete Clair até chegar nos mistérios de Silvio de Abreu e Gilberto Braga. Mulheres de fibra como Isaura, Sinhá Moça, Chiquinha Gonzaga tornaram-se referência. Vilões pérfidos que causaram a fúria de vários telespectadores. Nazarés, Lauras, Leôncios, Floras, Cristinas, Olavos, Bias, ah que saudades. Cenas de comédias impagáveis, bordões, brigas, assassinatos ingredientes do produto de maior audiência até hoje na TV.

As avós que antes viajavam no mundo da fantasia com Emília e sua turma no Sítio, hoje reparam em seus netinhos ao vibrarem com as aventuras de Naruto, Ben 10 e Cia. Infâncias bem vividas juntos com personagens que deslumbram, até hoje, o imaginário humano.

Sem falar nos grandes ícones da TV. Chacrinha, Dercy, Ronald Golias, Silvio, Hebe, Raul, Flávio Cavalcanti, que hoje tem suas histórias tomadas como referência pela atual geração; Fausto, Gugu, Celso, Eliana, Luciano, Angélica, Xuxa, Ana, e tantos outros. Sem esquecer dos monstros sagrados da dramaturgia.

Momentos, situações, épocas, novelas, programas, artistas que ficarão armazenados na nossa memória, onde o gostinho de voltar no tempo alimenta ainda mais o desejo e prazer de usufruir cada vez mais deste veiculo de comunicação.

Do índio da Tupi, passando pelos festivais de música da Record, pelas novelas da Globo e da Manchete, vibrando com o esporte da Band e os desenhos do SBT até o HD de hoje em dia, a TV é símbolo de irmandade entre quem faz e quem assiste.

Momentos que marcaram fases de nossa vida, que fez parte de nossa criação e do nosso dia a dia. Momentos ímpares que serão sempre lembrados com um gostinho de nostalgia e realização por ter vivido uma época de descobertas e conhecimento.

Que o atual momento que a TV atravessa sirva de reflexão por tudo que já foi vivido. As criticas? Elas terão tempo e hora para serem deferidas. Hoje é dia de festejar esta data histórica. Parabéns aos profissionais que fizeram e fazem deste veículo de comunicação este grande sucesso.

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